Aumente o poder cerebral: os hábitos mais importantes

Embora melhorar o cérebro exija trabalho, o bom é que há maneiras acessíveis de conseguir.

 

Exercício aeróbico – Caminhar 45 minutos por dia três vezes por semana estimula a produção de BDNF (fator neurotrófico derivado do cérebro, na sigla em inglês), que alimenta a criação de novos neurônios e sinapses, que está por trás do aprendizado. Cientistas liderados por Arthur Kramer, da Universidade de Illinois, e Kirk Erickson, da Universidade de Pittsburgh, mostraram que o exercício aumenta a massa cinzenta na região do hipocampo que processa novos conhecimentos, principalmente o vínculo entre informações diferentes que formam lembranças complexas. Isso pode não aumentar o Q.I., mas deve nos deixar mais cultos por encher o córtex de informações.

 

Cochilos – Num estudo de 2010, o professor de psicologia Matthew Walker e colegas da Universidade da Califórnia verificaram que um cochilo no meio do dia não só restaura como aumenta o poder cerebral. Os estudantes que tiraram um cochilo de 90 minutos às duas da tarde depois de uma tarefa que forçava o hipocampo – aprender o nome de uns 120 rostos novos, por exemplo – associaram mais facilmente o nome ao rosto depois do cochilo e tiveram um desempenho melhor do que aqueles que não cochilaram.

 

“Em quem ficou acordado, houve deterioração da capacidade da memória, mas o cochilo restaurou a capacidade em nível ainda mais alto do que antes da soneca”, diz Walker. (Portanto, parabéns à Nike e àquelas empresas do Vale do Silício, como o Google, que oferecem aos empregados quartos para cochilos.) Os eletroencefalogramas que registram a atividade do cérebro mostram como isso aconteceu. O número de descargas de atividade elétrica chamadas “fusos do sono” vivenciadas durante os cochilos permite prever quanto a capacidade de aprender vai melhorar quando a pessoa acordar. Walker suspeita que os fusos do sono indiquem a atividade de transporte das informações do hipocampo para armazenamento permanente no córtex. É como transferir dados de um pen drive para um disco rígido, o que “consolida no armazenamento de longo prazo as informações baixadas e nos deixa com capacidade renovada no pen drive (hipocampo) para absorver informações novas”, diz Walker. Quanto melhor transferimos informações do hipocampo (local de armazenamento inicial) para o córtex (local de armazenamento de longo prazo), mais informações conseguiremos acessar quando precisarmos.

 

Tempo ocioso – Com ressonâncias magnéticas funcionais, os cientistas da Universidade Tohoku, no Japão, mediram o fluxo sanguíneo cerebral de 63 voluntários a quem pediram que mantivessem a mente vazia. Os que tinham maior fluxo de sangue na massa branca que liga os neurônios entre si marcaram mais pontos numa tarefa que lhes exigia a geração rápida de ideias novas, como explicaram os pesquisadores na revista PLoS One. A criatividade surge quando se notam ligações que os outros não veem, e, assim, faz sentido que o aumento da atividade da massa branca com o descanso do cérebro promova a criatividade. Portanto, ponha de lado o celular e deixe o cérebro ocioso.

 

Cafeína – Uma boa dose de café pode deixar a mente mais afiada, de acordo com um estudo de 2011 publicado na revista Nature Neuroscience que constatou que a cafeína fortalece as ligações cerebrais. Serena Dudek e colegas do Instituto Nacional de Ciências de Saúde Ambiental (NIEHS, na sigla em inglês) verificaram que os ratos que receberam doses de cafeína comparáveis a duas xícaras de café mostraram atividade elétrica mais forte entre os neurônios na parte do hipocampo chamada CA2 do que os que não receberam a cafeína. A conectividade mais intensa significa aprendizado e memória melhores.

 

Um segundo idioma – A estratégia com mais comprovação também é a mais difícil. Quando o cérebro fluente em dois idiomas escolhe, digamos, entre inglês e francês, os circuitos corticais que guardam as duas línguas são ativados. O córtex pré‑frontal, então, tem de se intrometer para escolher a palavra certa:man ou homme? Como verificou a cientista cognitiva Ellen Bialystok, da Universidade York do Canadá, o exercício que o córtex pré-frontal faz no bilinguismo se transmite a outras funções e aprimora habilidades que aumentam o Q.I., como a solução de problemas e a mudança de atenção. Parece que isso chega a adiar a demência em cinco anos.

 

Determinados alimentos e temperos – Embora a alimentação saudável seja associada a menor risco de doença de Alzheimer, diabetes e AVC, que afetam a saúde cerebral, não há prova cabal de que determinadas vitaminas ou alimentos ricos em antioxidantes aumentem a inteligência. Mas os cientistas depositam esperanças em alguns ingredientes exóticos. Por exemplo, estudos indicam que cúrcuma e suco de romã podem melhorar a memória e outros aspectos da função cognitiva.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s